O que é um Galdrastafir?



Tradução: Renan Pessoa

Galdrastafir é uma forma de sigilo mágico conhecido do folclore escandinavo. Ao contrário da crença popular, estes sigilos não provêm da Era Viking. Embora tenha raízes tanto na magia folclórica escandinava quanto nos mitos nórdicos, uma enorme influência histórica vem da magia medieval e da renascença europeia, que é especialmente perceptível nos séculos XV e XVI.

“Aegishjalmur é um dos mais icônicos sigilo mágicos islandeses, e as primeiras versões podem ser datadas de pelo menos 1400. O projeto mais comum de Ægishjalmur, visto aqui, foi provavelmente inventado em meados do século XVII, com várias versões mais simplistas que o precederam.” —-Imagem 1—-

Para explicar o significado da palavra Galdrstafir’ ou Galderstav’, precisamos primeiro de quebrá-la em seus dois componentes principais. A primeira parte; “Galdra” ou “Galder” é comumente traduzida para a palavra inglesa “Magic” ou “Mágica”. Enquanto nós podemos entrar em uma longa conversa sobre as diferentes maneiras que uma pessoa pode se relacionar com a palavra “galdr”, vamos apenas para o bem de manter as coisas curtas, resolver com o fato de que “Magic” não é uma má tradução.

A palavra Stafir’ é comumente traduzida para “Stave” ou “Stick”. Pode-se imediatamente pensar que isso está se referindo às linhas retas usadas nos projetos que se parecem com pautas, bem como o meio frequentemente usado de varas e pautas físicas, para gravar esses selos mágicos em. Embora ambas as suposições façam sentido e possam ser vistas como uma interpretação correta para as palavras que significam neste contexto, ainda vale a pena olhar um pouco mais de perto para esta: A palavra “Stave’/’Stafi” nas línguas escandinavas, é também comumente usado para descrever o ato de soletrar “como em letras ortográficas para compor palavras de significado”.

Exemplo linguístico: “Han kunne stave sit eget navn!”/ “Ele podia soletrar o seu próprio nome!”

Acredita-se que a palavra origem da palavra “stave” com o significado soletrado que deriva dos tempos nórdicos e germânicos antigos, quando runas eram frequentemente gravadas em pautas de faia para formar mensagens curtas. Uma pauta como esta teria sido chamada de ‘Bøgestav’ (Beech-stick). Aqueles com um pouco de conhecimento de línguas escandinavas devem notar a estreita semelhança com a palavra “Bogstav”, que é comum em dinamarquês, sueco e norueguês. “Bogstav” significa simplesmente o mesmo que a Letra’ faz em inglês. Em islandês, no entanto, a palavra para letra é simplesmente “Stafi”.

Também vale a pena notar que a palavra inglesa “Book” e a escandinava “Bog” “Bok” e “Bók” basicamente significam “Beech”.

Então o que é um Galdrastafir, e para que é usado?

Na maioria das vezes um Galdrastafir pode ser visto como uma representação gráfica de um feitiço mágico. Representações de pautas mágicas encontradas em manuscritos antigos às vezes são acompanhadas com algum tipo de descrição, explicando tanto o propósito das pautas quanto como usar a magia.

O Vegvisir é outro popular “islandês Stave”. A versão vista aqui é copiada de “O Manuscrito Huld” —-Imagem 2—-

Usar uma pauta mágica às vezes é tão simples quanto simplesmente desenhá-la em um pedaço de papel e carregá-la em um bolso, outras vezes se torna uma tarefa bastante elaborada, envolvendo materiais muito específicos, como sangue de animais específicos, peles, ervas e assim por diante. Para qualquer um com conhecimento da magia folclórica escandinava, estes passos elaborados para lançar certos feitiços devem ser bastante familiares.

O propósito desses feitiços pode variar de simples boa sorte na vida, ganhando boa sorte na pesca, proteção contra os inimigos e adivinhação (spådom). Feitiços mais sinistros, como ressuscitar os mortos, causando doenças e até mesmo a morte também podem ser encontrados.

Os mais numerosos exemplos desses tipos de pautas mágicas podem ser encontrados nos remanescentes da magia folclórica islandesa, já que os “mágicos” islandeses eram notórios por preservá-las em vários manuscritos. Algumas delas datam de 1400. Devido à Islândia ser o epicentro dos restos históricos desta tradição mágica, a palavra islandesa “Galdrastafir” é um termo frequentemente usado para descrevê-los. No entanto, exemplos de pautas semelhantes podem ser encontrados em manuscritos em inglês, norueguês e dinamarquês. O manuscrito do século XII “O Calendário e o Claustro” (MS 17 folio 7v) é um bom exemplo de um sigilo de oito retas com o mesmo design fundamental que as famosas pautas “Vegvisir” e “Aegishjalmur”.

Tipicamente, esses manuscritos também contêm vastos índices de glifos de cifra e cifras-runas, comumente conhecidos como “Løn-Runer”. Estas runas eram muitas vezes vistas como um meio para obscurecer parte de um feitiço escrito por cifrar conteúdo crucial, mas cifra também pode ser usada como um passo na transformação de intenções em uma forma “sigilo”.

Outros glifos rúnicos que muitas vezes vemos nos manuscritos escandinavos são conhecidos sob vários nomes, como “Trold-Runer” ou “Mål-Runer”, bem como “kennings-Runer”. Estas runas são muitas vezes transmitindo mais significado mágico e associações com eles, às vezes referindo-se diretamente a partes específicas da sabedoria ou mitologia, e são muitas vezes incorporadas ao projeto de Staves Mágicas.

Fonte Original: https://www.galdrastafir.org/what-is-a-galdrastafir/

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